terça-feira, 18 de outubro de 2011

Com Windows Phone 7, Nokia quer liderança no mercado móvel

N9 é o único smartphone da Nokia com sistema operacional Meego. Foto: Divulgação


A Nokia é uma das maiores fabricantes de celulares e smartphones e com uma das plataformas móveis mais abrangentes do planeta. A chegada e a consolidação no topo, no entanto, não está perto de terminar. Com o lançamento futuro do smartphone da companhia embarcado com Windows Phone 7, do gigante Microsoft, o que a companhia filandesa grita para o mundo da tecnologia é que há mais coisas entre um Android e um iOS do que o consumidor final consegue ver.
O Nokia N9 chega ao mercado brasileiro em novembro e deve inaugurar uma nova fase para a companhia na briga pela liderança global do mercado de celulares e smartphones, que é, a cada pesquisa, maior. "Muito se falava de um dispositivo que pudesse substituir o acesso à internet do PC. O smartphone está aí", diz o gerente de marketing de produtos da Nokia, Vinícius Costa, durante um painel em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira.
Somente no Brasil, no último ano, 41% das pessoas com internet acessam a web por meio de um celular, smartphone ou "smartphone light" - denominação que o alto-comando da Nokia dá aos aparelhos que não são tão potentes quanto um smartphone e nem tão básicos como um celular tradicional.
Um exemplo é o próprio Nokia C3, um sucesso de público no Brasil, de acordo com a empresa. O aparelho tem o aspecto de um smartphone, tela colorida e teclado qwerty, mas sistema operacional básico com acesso a redes sociais. O dispositivo é também um exemplo de o que a Nokia entende como "democratização" do smartphone, além de ser o centro de uma estratégia da companhia para construir novos 1 bilhão de usuários de smartphones no planeta.
Atualmente, dos 3,7 bilhões de usuários de celulares no planeta, 1 bilhão usa smartphones. Para Costa, outra ação importante neste objetivo é a criação de dispositivos móveis e smartphones dual-chips que ajudam a diminuir a distinção de celular e smartphones, principalmente no Brasil. "A Nokia entendeu que a troca de chips é uma necessidade do perfil de consumo do brasileiro, que usa um chip para amigos, outro para trabalho e outro a família, por exemplo", exemplificou.
Costa ainda completou que a vontade de aproveitar as promoções das operadoras ajudou na decisão do uso de diversos chips. Por exemplo, o novo Nokia N9 - o único aparelho a usar o sistema operacional MeeGo - , que, aliás, surpreende principalmente pela possibilidade de criação de diversas telas iniciais para serem usadas paralelamente - pode ser usado até com 5 chips diferentes.
Nokia anuncia novos aparelhos
Os novos sistemas operacionais da Nokia, as atualizações Anna e Belle do Symbian, já devem trazer algumas ferramentas que serão usadas quando o SO Windows Phone 7 for colocado em prática, como a utilização do Microsoft Communicator Mobile e sincronização com Mail For Exchange. Os sistemas operacionais devem aparecer nos novos lançamentos da empresa, os modelos dual-chip Nokia 701 e Nokia 500.
A companhia também mostrou os celulares intermediários, cujo preço se encaixa na lógica de "democratização", todos com dois chips: Nokia X1-01 por R$ 149, Nokia C2-00 por R$ 199 e Nokia C2-06 por R$ 399.
Confira na galeria em aba desta matéria ou aqui, se estiver acessando a partir de um dispositivo móvel, os aparelhos mostrados pela Nokia.

Rússia quer prolongar vida útil da ISS até 2028


A Rússia propôs nesta terça-feira o prolongamento em oito anos da vida útil da Estação Espacial Internacional (ISS), que iniciou suas operações em 1998 e tem fechamento previsto para 2020. "Os especialistas têm diante de si a missão de estudar uma proposta audaz: como garantir o funcionamento da ISS em órbita durante 30 anos", disse Alexei Krasnov, chefe do programa de cosmonautas da agência espacial russa, Roscosmos.
Krasnov, que fez estas declarações durante um fórum internacional em Moscou, disse que a plataforma poderia ser utilizada no futuro como centro de montagem dos aparelhos para voos interplanetários. A iniciativa russa recebeu imediatamente o apoio do diretor de operações da Nasa (agência espacial americana), Mark Polanski, e dos representantes da Agência Espacial Europeia (ESA), informam as agências de notícias russas. Para Polanski, a estação terá nos próximos anos um papel crucial como trampolim para os voos à Lua, Marte e outros lugares remotos do espaço.
Estava previsto que a ISS fosse aposentada em 2015, mas a Rússia e os outros 15 países financiadores da plataforma insistiram na importância de prolongar sua vida útil. Além da Rússia, Estados Unidos, Japão, Canadá e 12 países-membros da União Europeia (UE) também participam do projeto, que nunca contou com a adesão da China, terceira maior potência espacial do mundo.

Russos veem chance de construir base em cavernas na Lua


Os Estados Unidos podem ter colocado o primeiro homem na Lua, mas cientistas e exploradores espaciais russos estão agora de olho em um novo objetivo: a criação de uma colônia lá. A descoberta de túneis vulcânicos na Lua poderia fornecer um abrigo natural para a primeira colônia lunar, disseram cosmonautas e cientistas nesta terça-feira.
Pesquisadores já suspeitavam que o passado vulcânico da Lua deixou uma rede subterrânea de túneis de lava, e imagens de 2008 da sonda japonesa Kaguya mostraram um caminho possível - um misterioso e profundo buraco surgindo na superfície. "Esta nova descoberta de que a Lua pode ser um corpo poroso pode alterar significativamente a nossa abordagem de fundar bases lunares", afirmou o cosmonauta veterano Sergei Krikalyov, que dirige o centro de treinamento russo Cidade da Estrela, nos arredores de Moscou, durante um fórum sobre o futuro dos voos espaciais tripulados.
"Se realmente for confirmado que a Lua tem uma série de cavernas que podem fornecer alguma proteção contra a radiação e chuvas de meteoros, ela poderia ser um destino ainda mais interessante do que se pensava", disse ele.
Uma imagem de tendas infláveis pontilhando a paisagem lunar ajudou os participantes do fórum a imaginar as bases lunares. "Não haveria qualquer necessidade de escavar o solo lunar e construir paredes e tetos", disse Krikalyov. "Seria o suficiente usar um módulo inflável com uma casca dura exterior, falando a grosso modo, para vedar as cavernas".
A primeira dessas colônias lunar poderia ser construída em 2030, estimou Boris Kryuchkov, chefe-adjunto de ciências no centro de treinamento. Como as agências espaciais do mundo debatem para onde voar além da órbita inferior da Terra, incluindo missões no espaço para asteroides e Marte, o chefe de programas de voos espaciais tripulados da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) disse que a Lua também parecia atraente. "Na ESA, ainda há um foco muito forte na Lua. Poderia ser um primeiro passo natural lá", disse Martin Zell à Reuters.

Belgas tentam quebrar recorde mundial de expedição na Antártida


Dois exploradores belgas vão tentar estabelecer um novo recorde mundial para a expedição polar mais longa já realizada sem apoio externo ou ajuda motorizada, viajando mais de 6 mil km em 100 dias por toda a Antártida.
O aventureiro veterano Dixie Dansercoer, que cruzou o continente em 1997, e Sam Deltour, de 26 anos, querem se aproveitar dos padrões específicos de vento em torno do continente para cobrir grandes distâncias usando pipas para ajudar a deslizar seus trenós pesados através do gelo e da neve. Isso vai permitir que eles viajem até 300 km por dia a uma média de 60 km para quebrar o recorde mundial atual do norueguês Rune Gjeldnes, que viajou 4,8 mil km em 90 dias há cinco anos.
"Seria impossível se tivéssemos de puxar os trenós por conta própria", explicou Dansercoer, que começa sua expedição em 4 de novembro, em uma entrevista coletiva nesta terça-feira.
A rota irá levá-los em uma volta partindo da estação russa de pesquisa Novolazarevskaya até o Pólo Sul, antes de retornarem por território ainda inexplorado entre a estação de pesquisa de Vostok e a plataforma de gelo Shackleton. Cada um da dupla terá um trenó pesando inicialmente 190 kg, com alimentos, tendas, pipas e equipamentos científicos.
Durante a viagem, eles medirão padrões de ventos e fornecerão informações sobre a qualidade do gelo que encontrarem para cientistas na Bélgica que estudam mudanças climáticas.
Para Deltour, ser um explorador polar se tornou um sonho após ele ter encontrado um livro sobre a primeira expedição em sua biblioteca local aos 12 anos de idade. Ele disse que estava ciente de que uma exploração não era uma tarefa fácil. "A espécie humana não foi feita para a Antártida", afirmou Deltour. "Você tem que confiar em seus instintos".
Dansercoer e Deltour planejam alcançar o Pólo Sul por volta de 14 de dezembro, 100 anos depois do dia em que o explorador norueguês Roald Amundsen foi o primeiro a pisar no local. Amundsen chegou ao Pólo Sul em 1911 e também participou da primeira expedição à Antártida no inverno de 1897 em um navio chamado "Bélgica".

Primeira vacina contra a malária passa em teste importante


Uma vacina experimental do laboratório GlaxoSmithKline reduziu pela metade a incidência da malária entre crianças africanas envolvidas em um teste de grande escala, e provavelmente se tornará o primeiro medicamento preventivo a ser usado em grande escala contra essa doença letal.
Os dados do estágio final do teste, divulgados nesta terça-feira, mostraram que a vacina protegia de forma adequada contra a malária, inclusive os casos graves, em bebês de 5 a 17 meses na África, onde a doença, transmitida por mosquitos, mata centenas de milhares de crianças por ano.
"Esses dados nos deixam prestes a termos a primeira vacina mundial para a malária", disse Andrew Witty, executivo-chefe do laboratório britânico que desenvolveu a vacina em conjunto com a ONG Path - Iniciativa da Vacina da Malária (MVI, na sigla em inglês).
Mas Witty e outros especialistas salientaram que a vacina, conhecida como RTS,S ou Mosquirix, não levará a uma rápida erradicação da doença. Ela é menos eficaz contra a malária do que outras vacinas contra infecções comuns, como a pólio e o sarampo.
"Desejaríamos que pudéssemos erradicar (a malária), mas acho que (a vacina) vai contribuir para controlar a malária ao invés de erradicá-la", disse à Reuters Tsiri Agbenyega, pesquisador-chefe dos testes com a RTS,S em Gana, durante uma conferência sobre a doença em Seattle.
A malária é endêmica em mais de 100 países, e matou 781 mil pessoas em 2009, segundo a Organização Mundial da Saúde. Medidas de controle, como o uso de mosquiteiros tratados com inseticidas, aspersões domésticas de inseticidas e o uso combinado de determinados remédios, contribuíram nos últimos anos para uma redução na incidência da doença e na mortalidade, mas especialistas dizem que é vital obter uma vacina efetiva.
Os novos dados, apresentados na conferência do Fórum da Malária da Fundação Bill & Melinda Gates, e publicados simultaneamente na revista New England Journal of Medicine, foram os primeiros da fase 3 (estágio final) do teste clínico realizado em 11 localidades de sete países da África Subsaariana.
O teste continua, mas os pesquisadores que analisaram os dados das primeiras 6 mil crianças concluíram que, após 12 meses de acompanhamento e três doses da RTS,S, a incidência da malária clínica diminuiu 56% nas crianças, e os casos severos tiveram queda de 47%.
"Estamos muito felizes com os resultados. Nunca estivemos mais próximos de termos uma vacina bem sucedida contra a malária", disse Christian Loucq, diretor da Path-MVI, que também esteve na conferência.
Ele acrescentou que o uso disseminado de mosquiteiros sobre as camas - adotadas por 75% dos participantes - indicou que a RTS,S pode garantir uma proteção significativa em conjunto com outros métodos existentes de controle da doença.
Os resultados em bebês de 6 a 12 semanas devem sair dentro de um ano e, se tudo correr bem, a GSK acredita que a vacina chegaria ao mercado em 2015.
Preço de custo
Mas levar o produto até as crianças africanas exigirá um esforço concentrado por parte dos financiadores internacionais, como a Fundação Gates, que bancou parte da pesquisa. Especialistas dizem que, para ser viável, a vacina precisará ser barata.
Gates disse que os resultados foram um "grande marco" na luta contra a malária. Witty recusou-se a dizer se o tratamento com três injeções poderá sair a menos de dez dólares, mas afirmou que a RTS,S será oferecida ao menor custo possível.
A empresa havia dito anteriormente que cobraria apenas o preço de custo, mais um adicional de 5% a ser reinvestido em pesquisas com doenças tropicais. "Não vamos ganhar nenhum dinheiro com este projeto", disse Witty.
Mesmo assim, as ações da Agenus, pequena parceira norte-americana de biotecnologia da GSK que fabrica um componente da vacina, tiveram alta de 40% depois da divulgação dos resultados positivos.
A malária é causada por um parasita transmitido pela saliva dos mosquitos. A vacina RTS,S é acionada quando o parasita entra na corrente sanguínea humana, depois da picada do mosquito. Ao estimular uma reação imunológica, ela pode evitar que o parasita amadureça e se multiplique no fígado.
Sem essa reação imunológica, o parasita volta para a corrente sanguínea e contamina os glóbulos vermelhos, causando febre, dores no corpo e eventualmente a morte. Joe Cohen, um dos inventores da RTS,S, disse que os dados são robustos e consistentes com testes anteriores, que também mostraram uma eficácia em torno de 50%. Os efeitos colaterais, incluindo febre e inchaço na área da injeção, foram semelhantes em crianças que receberam a RTS,S e um placebo.
Cohen, que há 24 anos desenvolve essa vacina, se disse "muito orgulhoso do que conseguimos." Alguns comentaristas externos foram cautelosos sobre o potencial da vacina ¿ os sanitaristas geralmente esperam que uma vacina tenha eficácia superior a 80% ¿, mas disseram que se trata de uma invenção importante, que deve salvar muitas vidas.
"Provavelmente ainda não chegamos lá, mas é realmente um avanço importante nas ciências", disse à Reuters em Seattle Peter Agre, diretor do Instituto Johns Hopkins de Pesquisa da Malária e ganhador do Prêmio Nobel (2003).
Em artigo na revista New England Journal of Medicine, Nicholas White, da Universidade Mahidol, da Tailândia, afirmou que "está ficando cada vez mais claro que de fato temos a primeira vacina efetiva contra uma doença parasitária em humanos."

Nível do mar continuará subindo pelos próximos 500 anos


A elevação do nível dos oceanos nos próximos séculos é talvez uma das mais catastróficas consequências do aumento das temperaturas. Custos econômicos massivos, consequências sociais e migrações forçadas podem são apenas alguns resultados do aquecimento global.
Pesquisadores do Instituto Niels Bohr e da Universidade de Copenhage calcularam as perspectivas de longo prazo da elevação do nível dos oceanos relacionado à emissão de gases poluentes. Os resultados, publicados na revista cientifica Global and Planetary Change, revelaram que os níveis dos oceanos devem continuar subindo por pelos menos 500 anos.
"Nós não estamos olhando para o que está acontecendo com o clima, mas nos focamos exclusivamente nos níveis dos oceanos", explicou Aslak Grinsted, pesquisador do Center for Ice and Climate (Centro para Gelo e Clima, na tradução para o português) e da Universidade de Copenhage.
Previsões
O grupo de pesquisadores realizou cálculos para quatro futuros cenários. O quadro pessimista, que parte do pressuposto de que as emissões de gases estufa continuem a subir, mostra que os níveis do mar vão aumentar 1,1 me até 2100 e 5,5 me até 2500.
Mas mesmo no cenário mais otimista, que depende de severas mudanças climáticas e esforços econômicos e sociais na redução do impacto ambiental, os níveis do mar continuariam a subir. Até 2100 a elevação corresponderia a cerca de 75 cm e a 2 metros até 2500, de acordo com as previsões.

Satélite brasileiro e sul-africano estudará fenômeno magnético


Os líderes de Brasil, África do Sul e Índia devem anunciar nesta terça-feira - durante o encontro de cúpula dos três países - um acordo para o lançamento conjunto de um satélite para estudar um fenômeno magnético do Atlântico Sul. Segundo o ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, a ideia vem sendo discutida há bastante tempo, mas ganhou contornos finais no último ano.
O ministro diz que o satélite terá o objetivo de fornecer informações aos pesquisadores sobre uma anomalia que acontece no espaço sobre o Atlântico Sul - uma interferência magnética que causa ruídos e problemas de comunicação em satélites desta região. O satélite será construído com tecnologia da África do Sul e do Brasil - através do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) - e será lançado de uma base na Índia. Por se tratar de um fenômeno que afeta mais o Brasil e a África do Sul, a Índia terá uma participação menor no projeto.
"Como se trata de um satélite leve, ele poderia ser lançado pela Índia em qualquer um dos foguetes deles", afirma Mercadante. O Brasil ficaria com a parte de desenvolvimento de tecnologia mais complexa, cabendo à África do Sul a elaboração da plataforma de lançamento. Segundo o ministro, toda a parte técnica já foi acordada entre as partes, faltando apenas a formalização por parte dos chefes de Estado. Depois do anúncio oficial, Mercadante prevê que demorará três anos para o lançamento do satélite.
O ministro diz que orçamento do projeto do Ibas - R$ 17 milhões - é pequeno se comparado com outros planos mais ambiciosos do ministério. Ele cita a contratação de um satélite geoestacionário de grande porte - de R$ 700 milhões - que será usado para toda a comunicação do setor de defesa do Brasil e aumentará a capacidade de banda larga no país. Hoje o Brasil aluga satélites estrangeiros para esse tipo de serviço.
O ministro também ressaltou que, além do Inpe, outras empresas como Telebras e Embraer também serão envolvidas no projeto do satélite geoestacionário.

Nasa celebra aniversários com desenhos em plantações

Fazendas americanas elaboraram desenhos em plantações para comemorar os aniversários da Nasa. Foto: The MAiZE Inc/Divulgação


Para dar continuidade às comemorações do 50º aniversário do primeiro americano no espaço, do 30º aniversário da primeira missão do ônibus espacial e do 20º aniversário da implantação do telescópio Hubble, a Nasa - agência espacial americana - lançou o projetoSpace Farm 7. A ideia é inspirada nos desenhos realizados nas plantações, que muitos acreditam que são obras dos alienígenas.
Sete fazendas participaram do projeto, plantando labirintos de milhos que celebram as conquistas da Nasa e o progresso no espaço. Os locais estão abertos a visitação e jogos e atividades nos labirintos reforçam o caráter educativo do programa. Materiais educativos online também estão disponíveis no www.spacefarm7.com.

Guiana Francesa se prepara para lançar foguete Soyuz pela 1ª vez


Um foguete russo Soyuz será lançado na quinta-feira da Guiana Francesa, numa nova parceria entre Ocidente e Oriente para redefinir a concorrência comercial no espaço. As naves Soyuz voam desde 1966, e são mais antigas até mesmo que os primeiros mísseis balísticos intercontinentais da Guerra Fria. Mas esta é a primeira vez que ela será lançada de fora do território da ex-União Soviética.
A bordo da nave viajarão os dois primeiros satélites europeus da rede europeia de geolocalização Galileo. No final da década, quando estiver plenamente operacional, esse sistema dará autonomia aos europeus em relação ao sistema GPS, que é norte-americano. A Rússia diz que concluiu no começo deste mês um sistema semelhante.
O lançamento ocorre após anos de adiamentos e problemas orçamentários envolvendo o Galileo, além de quase uma década de discussões desde que França e Rússia firmaram a cooperação nos lançamentos das naves Soyuz, em 2003. O foguete russo foi adaptado para permitir que a empresa europeia de lançamentos Arianespace, que opera o cargueiro Ariane-5, leve para órbita uma carga considerada média, de 3,2 toneladas.
A Rússia deve receber dezenas de milhões de dólares por cada lançamento, dinheiro que ajudará a financiar suas atividades espaciais. Ao mesmo tempo, a presença dos foguetes russos na base espacial europeia de Kourou, perto do Equador, ajudará a Arianespace a reduzir custos.

Morre Pocho, famoso crocodilo domesticado da Costa Rica

Pocho tinha 50 anos, pesava 445 kg e media quase 5 m de comprimento. Foto: EFE


O crocodilo Pocho, famoso por ser o único exemplar "domesticado" do mundo e por nadar, fazer truques e brincar com seu dono, o pescador costarriquenho Gilberto Shedden, morreu nesta terça-feira por causas desconhecidas.
Shedden, conhecido como Chito, contou nesta quarta-feira à agência Efe que após várias horas sem ver o animal na lagoa em que vivia, decidiu entrar na água para procurá-lo. Para sua tristeza o encontrou morto.
Pocho tinha 50 anos, pesava 445 kg e media quase 5 m de comprimento. Chito disse sentir uma grande tristeza pela perda de seu melhor amigo, que estava em seu sítio há 20 anos, depois de encontrá-lo doente em um rio da zona do Caribe costarriquenho. Os habitantes da comunidade de Siquirres (a 70 km ao leste de San José) prepararam o sepultamento para o crocodilo.
As brincadeiras entre Pocho e Chito atraíam dezenas de turistas e curiosos todos os domingos. O pescador costarriquenho havia ensinado ao crocodilo a fazer diversos truques, como girar sobre o corpo, dar a pata, sustentar a cauda e a cabeça em pé e até piscar um olho. A relação especial entre o homem e o crocodilo desperta há anos o interesse de dezenas de cientistas, especialistas em comportamento animal e jornalistas.

Astronomia de A a Z: saiba o que é hipernova, ano-luz e quasar

Cientistas não poupam esforços para entender o universo. Foto: Nasa/Divulgação

Você sabe a diferença entre nova, supernova e hipernova? A distância de um parsec (ou como os astrônomos chegaram a ela) é algo que lhe incomoda? Não consegue dormir antes de descobrir de qual estado da matéria o Sol é feito?
http://www.terra.com.br/noticias/ciencia/infograficos/ciencia-de-a-a-z/


Para resolver esses problemas, Terra criou um pequeno guia que tenta desvendar, de forma simples e direta, algumas das questões mais comuns e necessárias na astronomia. Clique no link acima e desvende os mistérios da astronomia.

Chuvas na América Central são efeito do aquecimento global


As chuvas ininterruptas que caem sobre a América Central e que haviam deixado até esta segunda-feira 80 mortos, milhares de pessoas sob risco sanitário e enormes perdas materiais, são efeito direto das mudanças climáticas nos vulneráveis países da região, afirmaram especialistas consultados pela AFP. Uma conjunção de fenômenos atmosféricos determinaram que em El Salvador se superasse o recorde de chuvas acumuladas (1.200 mm em uma semana), algo sem precedentes, nem mesmo visto na passagem do furacão Mitch em 1998, quando foram registrados 860 mm, o que chamou a atenção dos especialistas.
"As mudanças climáticas não são algo que virá, nós já estamos sofrendo seus efeitos, isto (a ocorrência de tempestades) é uma evidência a mais da vulnerabilidade que está nos levando a níveis incertos de exposição, com a qual nossas sociedades terão que conviver", afirmou à AFP o técnico da Comissão Centro-americana de Ambiente e Desenvolvimento (CCAD), Raúl Artiga.
Coordenador da unidade de Mudanças Climáticas e Gestão de Risco da CCAD, com sede em San Salvador, Artiga considera que a situação atual já supera as previsões da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e de outras organizações, que previam um prazo de dez anos para o atual cenário.
Um estudo recente da Cepal, intitulado "A economia das Mudanças Climáticas", advertiu que em termos fiscais o impacto das alterações no clima representa um passivo que "afetará as finanças públicas por várias gerações". Segundo este estudo, no ano de 2010, o custo acumulado estimado "equivale a 73 bilhões de dólares correntes ou 52 bilhões de dólares em valores de 2002, aproximadamente 54% do PIB regional de 2008".
A situação atual de emergência na América Central que, segundo a meteorologista salvadorenha Lorena Soriano, é causada por fenômenos atmosféricos que estão se formando a "uma altitude menor à histórica" no Pacífico, além de deixar 80 mortos até o momento, destruiu pontes, milhares de quilômetros de vias e causou perdas milionárias à agricultura de subsistência de grãos básicos. "O que estamos evidenciando é a crescente ocorrência de eventos deste tipo (tempestades) na última década e isto nos dá um sinal de que efetivamente a variabilidade climática, associada às mudanças climáticas, é precisamente um dos elementos aos quais vamos estar sujeitos", advertiu Artiga.
A coordenadora para a América Central da Associação Mundial para a Água (GWP, na sigla em inglês), Maureen Ballestero, advertiu que o panorama é preocupante. Segundo Ballestero, o que acontece é uma "mistura de variabilidade climática com mudanças climáticas e isto é preocupante. Há muita influência dos efeitos das mudanças climáticas. Não podemos tapar os olhos. Estamos vivendo os efeitos na América Central".
Para o ministro do Meio Ambiente de El Salvador, Herman Rosa Chávez, as chuvas torrenciais, causadas por fenômenos originados no Oceano Pacífico, "fazem parte de eventos extremos", com o risco de que "a frequência com que ocorrem esteja aumentando". "Temos um transtorno no clima. Na década de 1960 e 1970 tivemos o impacto de um fenômeno atmosférico em cada década; depois, nos anos 1980 houve dois; na década de 1990, quatro; entre 2000 e 2010 já foram sete eventos e nesta nova década já temos o primeiro evento e a pergunta é, quantos serão?", explicitou Rosa Chávez.
Em vista dos custos de se adaptar às mudanças climáticas, Rosa Chávez apelou ao acesso do Fundo Verde que, sob o princípio da "responsabilidade compartilhada", é guarnecido com contribuições dos países que emitem maior quantidade de gases de efeito estufa.

Começa em Brasília Semana Nacional de Ciência e Tecnologia


A 8ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa nesta segunda-feira, na capital federal, com destaque para as mudanças climáticas. A finalidade, de acordo com um dos organizadores, o analista em ciência e tecnologia José Luís Barros, é popularizar o tema, atrair o interesse de mais estudantes e conscientizar os cidadãos sobre a relevância da ciência e da tecnologia no cotidiano. A abertura oficial da mostra ocorrerá amanhã, às 15h30, na Tenda da Ciência, montada na Esplanada dos Ministérios.
"Sempre temos uma repercussão muito boa. No ano passado, cerca de 150 mil pessoas participaram da mostra. É muito bom ver a criatividade e tecnologia de todos, em especial das crianças, que participam e mostram seus talentos", destacou ele.
A semana é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social. Mais de 500 cidades devem participar da feira, que tem vão debater também os desastres naturais e a prevenção de risco.
Cerca de 170 mil pessoas são esperadas na mostra, que ocorre até sexta-feira. O horário de visitação é das 8h30 às 18h30, no dia 19 a feira estará aberta até as 21h. O evento é gratuito e aberto ao público, segundo a coordenadora da semana em Brasília, Cida Neves.

Cientistas encontram fóssil de serpente de 15 milhões de anos na Alemanha


Cientistas encontraram perto da cidade alemã de Augsburgo, no sul do país, o fóssil de uma cobra píton de 15 milhões de anos, anunciou nesta segunda-feira a Universidade de Tübingen. As vértebras da serpente petrificada, de 3,5 m de comprimento, foram encontradas em uma jazida de fósseis na localidade de Griesbeckerzell.
Segundo os cientistas, a descoberta representa uma prova de que em um curto período de tempo as serpentes píton também viveram na região centro-europeia. "Acreditamos que as temperaturas tinham uma média em torno de 19 graus. Do contrário, estas serpentes não teriam se sentido bem aqui", disse a paleontóloga Madelaine Böhme, da Universidade de Tübingen, em referência à temperatura média anual em Augsburgo, que atualmente gira em torno de 8 graus centígrados.
É a primeira vez que cientistas encontram uma píton em uma região situada tão ao norte, já que estes répteis, que procuram o calor, vivem principalmente na Ásia e na África tropical. De acordo com Madelaine, este exemplar de serpente viveu no Mioceno, era geológica em que as temperaturas na Alemanha eram próprias de regiões subtropicais.
A forte queda das temperaturas há 14 milhões de anos pode ter provocado o fim destas serpentes gigantes na Europa, que tinham até 10 m de comprimento. Madeleine, que dirige o departamento de paleoclimatologia terrestre da Universidade de Tübingen, diz que não foram encontrados fósseis de serpentes píton posteriores a esta era geológica na Europa.
Das escavações realizadas perto de Augsburgo participaram cientistas do Centro Senckenberg de Evolução Humana e Paleoecologia e da Universidade Masaryk, da República Tcheca. As vértebras da serpente encontrada foram desenterradas há alguns anos e integram a Coleção Estatal de Munique.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nasa 'flerta' com empresas privadas para construir nave espacial


A Nasa está flertando com uma série de empresas privadas em busca de uma empresa que possa oferecer serviços a ela até o final de 2016. Um dos possíveis novos veículos espaciais a serem utilizados pela agência é o Dream Chaser, um futuro avião espacial de sete lugares. A Nasa inicialmente investiu US $ 80 milhões no veículo. O projeto, porém, será levado adiante por uma empresa privada, a qual ainda não foi escolhida.
Uma das empresas consideradas para iniciar os testes é a Virgin Galactic, uma empresa privada (parte do conglomerado Virgin) criada especialmente para operar com turismo espacial civil. Dona das naves SpaceShipOne e SpaceShipTwo, os primeiros veículos espaciais tripulados por civis a fazer vôos acima dos 100 km de altitude, que podem ser considerados espaciais.
O objetivo da Nasa é usar a aeronave White Knight Two, de propriedade da Virgin Galactic e fabricada pela Scaled Composites, para servir de "nave mãe" (ou seja, como plataforma de lançamento em pleno ar) para o Dream Chaser. Sua antecessora, a White Knight, foi usada como "nave mãe" para os lançamentos da primeira nave espacial privada, a SpaceShipOne. A atual White Knight Two é usada com o mesmo propósito para o novo SpaceShipTwo.
Caso a parceria se concretize, é provável que o Dream Chaser seja fabricado pela Scaled Composites e operado em conjunto pela Nasa e pela Virgin Galactic. Mas podem aparecer outras empresas interessadas, e a decisão deverá ser feita pela agência espacial americana até o meio do ano que vem.
Essa busca por uma empresa mostra que o setor privado pode oferecer uma infra-estrutura única e até mais barata para a Nasa, e pode ser esse o novo modelo para a exploração espacial do futuro. Obviamente, esse modelo também se adequa ao recente corte drástico de financiamento que o Programa Espacial Americano sofreu na administração Obama, depois de duas crises financeiras em sequência.
Neste cenário, a única saída para a Nasa, de fato, é um modelo de parcerias com a iniciativa privada ¿ até porque União Européia, China, Índia e Japão (e, claro, Rússia) já têm programas espaciais avançados.

Chile e Observatório Europeu do Sul terão o maior telescópio do mundo

Ilustração do European Extremely Large Telescope (E-ELT) em Cerro Armazones, uma montanha que fica no deserto chileno de Atacama. Foto: ESO/Divulgação


O Ministro chileno dos Negócios Estrangeiros, Alfredo Moreno, e o Diretor Geral do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), Tim de Zeeuw, assinaram nesta quinta-feira um acordo para construir o maior telescópio do mundo - o European Extremely Large Telescope (E-ELT). O projeto entre o ESO e o governo chileno inclui a doação de terreno para o telescópio, uma concessão de longo prazo para estabelecer uma área protegida ao seu redor e ainda o apoio do governo chileno na instalação do telescópio.
O E-ELT terá um espelho primário de 40 m de diâmetro. Em março de 2011, a montanha do Cerro Armazones na região de Antofagasta no Chile foi selecionada pelo ESO como o futuro local do E-ELT. O novo telescópio integrará o Observatório do Paranal, do qual fazem já parte o Very Large Telescope (VLT), o interferômetro do VLT e os telescópios de rastreio. O Cerro Paranal situa-se a apenas 20 km do Cerro Armazones e, por isso, parte da infraestrutura pode ser partilhada entre os dois locais.
A construção deste telescópio representa outra contribuição significativa para a cooperação científica e tecnológica entre o Chile e o ESO, que começou em 1963 com a assinatura do primeiro acordo. O ESO e o Chile têm cooperado em muitos projetos relacionados com a astronomia, tanto em termos de de instrumentação como na formação de cientistas, engenheiros e técnicos, com o intuito de desenvolver cada vez mais a percepção e as competências astronômicas no Chile, um dos locais líderes em astronomia no mundo.
"O Chile possui o céu mais límpido de todo o planeta e acolhe os centros de observação astronômica mais importantes. É um dos nossos trunfos, mas é também uma parte da nossa contribuição para a Humanidade. A presença do ESO e do projeto E-ELT no nosso país são uma demonstração clara do interesse do Chile na promoção da tecnologia e da ciência", disse Moreno.
Detalhes do acordo
A negociação inclui a doação de 189 km² de terreno ao redor do Cerro Armazones para a instalação do E-ELT e a concessão durante 50 anos de uma área que representa mais 362 km², indispensável para proteger o E-ELT de poluição luminosa e atividades mineiras. Juntando-se aos atuais 719 km² de terreno em torno do Cerro Paranal, a área protegida total em volta do complexo Paranal-Armazones será de 1270 km².
O governo chileno comprometeu-se a fornecer a infraestrutura necessária, como a manutenção da rede de estradas que liga os observatórios a Antofagasta e assistência na ligação do Observatório do Paranal à rede nacional elétrica. Em troca, o ESO cede 10% de tempo de observação com o E-ELT para astrônomos chilenos.
O E-ELT é considerado o projeto mais ambicioso do ESO. Com o começo das operações previstas para o início da próxima década, o E-ELT abordará os maiores desafios científicos da nossa época e será focado em uma série de descobertas inéditas, incluindo a descoberta de planetas semelhantes à Terra, que se encontrem na zona de habitabilidade de outras estrelas, orbitando assim onde a vida pode existir.