quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Stephen Hawking fala em entrevista sobre seu maior erro

Prestes a completar 70 anos (em 8 de janeiro), o físico britânico Stephen Hawking concedeu uma entrevista à revista New Scientist. Entre as declarações, o britânico disse qual considera seu maior engano na carreira e diz que a coisa sobre a qual mais pensa são as mulheres: "Elas são um completo mistério".
Questionado sobre qual foi o maior erro de sua carreira, Hawking diz que foi pensar que a informação é destruída pelos buracos negros, teoria que ele defendeu por décadas. Contudo, em 2004, baseado nos trabalhos matemáticos do teórico Juan Maldacena (chamados de correspondência AdS/CFT), ele passou a defender o contrário, que a informação pode - teoricamente - sair de um buraco negro através de perturbações quânticas no horizonte de eventos (o ponto a partir do qual não se pode mais escapar da atração de um buraco negro). A mudança de visão fez Hawking perder uma de suas muitas apostas com outros teóricos, dessa vez com John Preskill, feita uma década antes.
Questionado sobre qual descoberta pode revolucionar nosso conhecimento do universo, o britânico afirma que seria a descoberta de parceiros supersimétricos para as partículas conhecidas - que pode ocorrer no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês). A descoberta da supersimetria seria uma forte evidência da teoria-M (apoiada por Hawking), uma "teoria de tudo", buscada por físicos durante séculos (inclusive por Albert Einstein) e que uniria a gravidade com as demais forças conhecidas.

ESO divulga uma das mais nítidas imagens da nebulosa Ômega

A nova imagem da nebulosa Ômega, obtida pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul é uma das imagens mais nítidas desta nebulosa . Foto: ESO/Divulgação
A nova imagem da nebulosa Ômega, obtida pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul é uma das imagens mais nítidas desta nebulosa






O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou a nova imagem da nebulosa Ômega, obtida pelo Very Large Telescope (VLT). Segundo o observatório astronômico, esta é uma das imagens mais nítidas desta nebulosa famosa captada a partir do solo. A imagem mostra as regiões centrais rosadas e esfumaçadas desta 'maternidade de estrelas' e revela com um detalhe extraordinário a paisagem cósmica composta por nuvens de gás, poeira e estrelas recém-nascidas.

O gás colorido e a poeira escura da nebulosa Ômega servem de matéria prima na criação da próxima geração de estrelas. Nesta região particular da nebulosa, as estrelas mais jovens - em tons branco-azulados - iluminam todo o conjunto. As zonas de poeira da nebulosa, semelhantes a brumas, contrastam visivelmente com o gás brilhante. As cores vermelhas dominantes têm origem no hidrogênio, que brilha sob a influência da intensa radiação ultravioleta emitida pelas estrelas quentes jovens.
A nebulosa Ômega tem muitos nomes, que dependem de quem a observou, quando e do que julgou ter visto. Entre esses nomes inclui-se: nebulosa do Cisne, nebulosa Cabeça de Cavalo e ainda nebulosa Lagosta. Este objeto foi também catalogado como Messier 17 (M17) e NGC 6618.
A nebulosa situa-se entre 5 mil e 6 mil anos-luz de distância na direção da constelação de Sagitário. Um alvo bastante popular entre os astrônomos, este campo de poeira e gás brilhante é uma das mais jovens e mais ativas maternidades estelares na Via Láctea, onde nascem estrelas de grande massa.
A imagem foi obtida com o instrumento chamado FORS (Focal Reducer and Spectrograph) montado no telescópio Antu, um dos quatro grandes telescópios que compõem o VLT. Para além do enorme tamanho do telescópio, o fato da atmosfera se ter mantido excepcionalmente estável durante as observações, apesar da existência de algumas nuvens, contribuiu de forma decisiva para a ótima nitidez da imagem, resultando por isso numa das melhores imagens desta região da nebulosa Ômega, obtida a partir do solo.

Vietnamita é operado para retirada de tumor de 90 kg da perna

Na imagem, Nguyen Duy Hai, um vietnamita com tumor de 90 kg na perna direita. Foto: EFE


Um vietnamita com tumor de 90 kg na perna direita entrou nesta quinta-feira na sala de cirurgia para tentar readquirir a normalidade perdida há quatro anos em uma operação com 50% de possibilidades de sucesso.
Os médicos amputaram parte da perna direita do jovem quando ele tinha 17 anos, mas o tumor continuou crescendo até deixá-lo sem possibilidade de locomoção.
McKay McKinnon, cirurgião americano que fez procedimentos similares em outros países dirige a equipe médica que começou a intervenção nesta manhã no France - Vietnam Hospital de Ho Chi Minh (antiga Saigon).
"É normal que as pessoas temam a morte e eu não sou exceção. Mas quando me soube que o médico McKinnon havia retornado ao Vietnã para dar-me uma nova vida, eu recuperei as esperanças", declarou o paciente, Nguyen Duy Hai, 31 anos, ao TuoiTreNews antes da operação.

Pele de circuncisão salva visão de bebê que nasceu sem pálpebras

Depois da operação, os olhos do bebê ficaram fechados por três semanas. Após a retirada dos curativos, a equipe constatou que o bebê enxerga .... Foto: BBC Brasil


Um enxerto da pele do prepúcio no lugar das pálpebras, realizado no hospital Kaplan, próximo a Tel Aviv, em Israel, salvou a visão de um bebê que havia nascido com um grave defeito nos olhos e corria o risco de ficar cego.
A ideia foi do cirurgião Asher Milstein, especialista em ocuplástica, que decidiu realizar a operação exatamente oito dias após o nascimento do bebê, na data em que, segundo a tradição judaica, é feita a circuncisão em crianças do sexo masculino.
Como o bebê, que havia nascido sem pálpebras, é de família religiosa, era importante respeitar a tradição. Em entrevista à BBC Brasil, Milstein explicou que a pele do prepúcio tem textura e espessura "idênticas" à pele das pálpebras e que ambas são as peles mais finas do corpo humano.
"A pele do prepúcio também é altamente adequada para esse tipo de operação, pois cresce de forma compatível ao crescimento do corpo", acrescentou o cirurgião. O bebê, cujo nome não foi divulgado, nasceu no hospital Kaplan há cerca de 5 semanas.
Ideia inédita
A ausência de pálpebras, considerada um defeito raro, faz com que seja impossível fechar os olhos, provocando o ressecamento da córnea, que por sua vez leva à cegueira. Milstein diz que, inicialmente, considerou a possibilidade de enxertar pele retirada da região que fica atrás das orelhas - técnica geralmente utilizada em casos semelhantes. No entanto, o bebê também apresentou um problema na região do nariz e pode vir a necessitar daquela porção de pele e de cartilagem para uma cirurgia futura.
Por isso, o médico tomou a decisão inédita de utilizar a pele do prepúcio do próprio bebê, que seria retirada na circuncisão. Milstein disse que consultou a literatura médica e encontrou apenas um precedente de utilização da pele do prepúcio para uma operação na região dos olhos, que ocorreu no Egito, há vários anos.
No Egito, que é um país muçulmano, a circuncisão também é praticada, mas, de acordo com a tradição islâmica, a intervenção pode ser feita até os 10 anos de idade. Depois da operação, os olhos do bebê israelense ficaram fechados por três semanas. Após a retirada dos curativos, a equipe médica constatou que o bebê enxerga normalmente.
O médico afirmou que o sucesso da operação demonstra que a pele do prepúcio pode ser utilizada amplamente na área da cirurgia plástica, "inclusive em casos de homens adultos".
Segundo Milstein, a manutenção do prepúcio "não é necessária" e em casos de ferimento, essa pele pode ser utilizada para cobrir áreas danificadas no corpo do próprio paciente. "Devemos ter a mente aberta para ideias novas", disse.

Cientistas desenvolvem 'fígado virtual' para auxiliar operações

Com fundos da União Europeia (UE), uma equipe de cientistas e cirurgiões europeus desenvolveu um "fígado virtual" para ajudar a planejar melhor as operações para retirada de tumores, o qual também poderá aumentar as probabilidades de recuperação dos pacientes.
Intitulado PASSPORT (Simulação específica de pacientes e formação pré-operatória realista), o projeto foi desenvolvido para auxiliar os cirurgiões com um serviço que os ajudam a decidir se devem ou não operar um paciente, informou nesta quinta-feira a Comissão Europeia (CE).
Com o uso do "fígado virtual", os cirurgiões poderão ver exatamente onde se encontra o tumor no paciente e, principalmente, como deverão intervir para extirpá-lo com sucesso.
Segundo a Comissão Europeia, menos de 50% dos pacientes afetados são submetidos a uma operação cirúrgica, um índice considerado baixo. No entanto, essa porcentagem poderia aumentar com a chegada do "fígado virtual".
Neelie Kroes, vice-presidente da Comissão Europeia e comissária europeia da Agenda Digital, afirmou que a tecnologia desenvolvida pelo projeto PASSPORT "é um marco que melhorará o diagnóstico, as intervenções cirúrgicas e permitirá salvar vidas".
O projeto, que começou em junho de 2008 e foi concluído somente no último mês de dezembro, teve um custo total de 5,5 milhões de euros, dos quais 3,6 milhões vieram de fundos da UE.

domingo, 23 de outubro de 2011

Cientista confirma que tubarão "ciclope" é verdadeiro

Homem segura tubarão de um olho só no México. Foto: Pisces Group Cabo/Pisces Sportfishing/Divulgação


Um barco de pesca comercial capturou no Golfo do México um tubarão com apenas um olho. Apesar de parecer um truque de photoshop ou outro tipo de farsa, um cientista confirmou que o "ciclope" é verdadeiro e sofre de um problema raríssimo. As informações são do siteLiveScience.
"É extremamente raro", diz Felipe Galvan, do Centro Interdisciplinar de Ciências do Mar do México. "Até onde sabemos, menos de 50 exemplares com essa anormalidade foram registrados."
O animal é, na verdade, um feto encontrado no útero da mãe, já morta. A imagem percorreu a internet e os pesquisadores decidiram investigar o exemplar, entregue pela empresa de pesca Pisces Fleet. O corpo foi submetido a exames de raio-X que indicaram ser verdadeiro, mas os pesquisadores duvidam que ele sobreviveria muito tempo após o nascimento.
A ciclopia, como a malformação é chamada, pode afetar vários seres vivos, inclusive o homem. Há um caso de 1982, registrado na publicação especializada British Journal of Ophthalmology, de um bebê humano com ciclopia. Ele nasceu em Israel e sobreviveu por apenas 30 minutos devido a malformação do cérebro.

sábado, 22 de outubro de 2011

Estudo questiona utilidade dos testes de QI


Pesquisa demonstrou alterações de até 20 pontos no QI de adolescentes

Cérebro pode sofrer alterações que influenciam o QI

Os jovens vivenciam enormes oscilações de inteligência durante a adolescência, o que demonstra que a habilidade intelectual não é estável, mas sim um processo que acompanha o amadurecimento do cérebro. É o que afirma estudo publicado na edição desta quarta-feira da revista britânica Nature.
Segundo a pesquisa, estas oscilações se devem a mudanças na estrutura cerebral e não a picos hormonais, o que desafia a hipótese amplamente aceita de que a habilidade intelectual seria estável ao longo da vida. Esta teoria ampara os testes de inteligência aplicados nas escolas de ensino fundamental e que, muitas vezes, definem a vida de um indivíduo, ao determinar as opções educacionais e profissionais que ele fará no futuro.
Em seu estudo, os cientistas acompanharam 33 adolescentes em 2004, quando os voluntários tinham entre 12 e 16 anos. Eles utilizaram um teste padrão do coeficiente de inteligência, que mede o "QI verbal", que avalia habilidades de linguagem, aritmética, conhecimento geral e memória, e o "QI não verbal", como identificar as partes que faltam em uma fotografia ou solucionar um quebra-cabeças visual. Em um segundo teste, realizado entre 2007 e 2008, eles voltaram a reunir os jovens.
Em alguns casos, o QI dos adolescentes foi alterado em 20 pontos neste intervalo, a mais ou a menos, em comparação com colegas da mesma idade.
Surpresa com a descoberta, a equipe recorreu a imagens da ressonância magnética, que captura uma imagem tridimensional do cérebro, e descobriu mudanças significativas durante o intervalo de tempo analisado. Por exemplo, um aumento no QI verbal foi associado com um aumento de densidade de matéria cinzenta no córtex motor esquerdo, parte do cérebro que ajuda a processar a fala.
O aumento do QI não verbal foi relacionado com uma progressão na matéria cinzenta no cerebelo anterior, associado com movimentos das mãos. A elevação de um tipo de QI não foi acompanhado, necessariamente, pelo aumento em outro.
"Nós descobrimos uma mudança considerável em como os indivíduos se saíram nos testes de QI em 2008 em comparação com o experimento realizado quatro anos antes", afirmou Sue Ramsden, do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging da University College de Londres (UCL).
"Alguns tiveram um desempenho claramente superior, enquanto outros se saíram consideravelmente pior. Nós descobrimos uma correlação clara entre esta mudança de desempenho e mudanças na estrutura de seus cérebros, e assim podemos dizer com alguma certeza que estas mudanças no QI são reais", afirmou.
Estudos anteriores já tinham destacado a maleabilidade do cérebro, um órgão que pode mudar de estrutura durante a vida adulta. "A questão é: se nossa estrutura cerebral pode mudar durante nossas vidas adultas, nosso QI também pode mudar?", questionou a chefe das pesquisas, Cathy Price, professora da UCL. "Meu palpite é que sim. Há muita evidência que sugere que nossos cérebros podem se adaptar e mudar mesmo na idade adulta", acrescentou.
Permanece nebuloso, no entanto, se as mudanças de QI na adolescência se devem ao desenvolvimento remoto ou tardio, ou se a educação influencia. Se estas descobertas forem confirmadas, as implicações podem ser de grandes proporções. "Nós temos a tendência de avaliar as crianças e determinar sua trajetória educacional relativamente cedo na vida, mas aqui demonstramos que sua inteligência provavelmente ainda está se desenvolvendo", disse Price.
"Temos que ser cautelosos para não descartar aqueles com desempenhos piores em um estágio precoce, quando de fato seu QI pode melhorar significativamente alguns anos adiante", acrescentou.

Cientistas identificam extratos bioativos em algas vermelhas


Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram identificar extratos e substâncias com potencial antiprotozoário e antifúngico em algas vermelhas (Bostrychia tenella) coletadas em costões rochosos de Ubatuba, no litoral norte do estado de São Paulo. Os cientistas também conseguiram caracterizar extratos bioativos que poderão, no futuro, ser potencialmente utilizados na indústria farmacêutica. As informações são da Agência USP.
Segundo o pesquisador Rafael de Felício, o trabalho envolve estudos de produtos naturais (substâncias que são oriundas do metabolismo secundário) sintetizados por algas marinhas. "É comum vermos estudos envolvendo a identificação de metabólitos primários, tais como açúcares, polissacarídeos, proteínas e aminoácidos, entre outros, mas, estudos envolvendo a descoberta de novos metabólitos secundários são bastante escassos para certos organismos. Por meio de revisão da literatura sobre o tema não foram encontradas pesquisas sobre os metabólitos secundários desta espécie de alga vermelha, a Bostrychia tenella", afirma.
"Os metabólitos primários são aqueles essenciais para a sobrevivência do organismo, enquanto que os secundários são os ditos especiais, que exercem funções especificas para cada organismo, como de proteção contra fungos, predadores e competidores, além de feromônios sexuais", descreve Felício.
Metabólitos raros
Ao todo, os cientistas isolaram e analisaram 63 metabólitos secundários. Entre os 24 metabólitos fenólicos (substâncias aromáticas) identificados, de grande interesse são aqueles halogenados, como bromofenois, responsáveis pelas propriedades de sabor e aroma das algas. "Os metabólitos halogenados são bastante raros em plantas e animais terrestres", explica o pesquisador.
Das 24 substâncias descobertas, três são inéditas na literatura científica e outras nove são consideradas inéditas como produtos naturais. A professora Hosana Maria Debonsi, orientadora da pesquisa, explica que os metabólitos inéditos como produtos naturais são aqueles que podem até terem sido sintetizados em laboratório, mas ainda não foram isolados a partir de organismos vivos.
Muitas destas substâncias podem levar à descoberta de interessantes protótipos farmacêuticos no futuro "Podemos citar como exemplo a aspirina - ácido acetilsalicílico -, cujo precursor foi a salicilina, introduzida com finalidade medicinal para o alivio de febre e dores em 1876, utilizada em uma mistura herbal obtida a partir do extrato de Salix sp. Assim, o precursor foi de origem natural e o produto final foi sintetizado a partir deste", conta a professora.

Foguete russo Soyuz decola com sucesso da Guiana Francesa

É a primeira vez que uma nave Soyuz foi lançada fora do território da ex-União Soviética. Foto: Reuters


Um foguete russo decolou nesta sexta-feira da Guiana Francesa pela primeira vez na história, levando a bordo os dois primeiros satélites do Galileu, o projeto europeu que pretende concorrer com o GPS americano. O foguete decolou às 7h30 (8h30, horário de Brasília). "Tudo correu bem", disse Jean-Yves Le Gall, presidente da empresa de lançamento de foguetes Arianespace, em comunicado após o lançamento.
A missão do Soyuz de colocar o Galileu em órbita deve durar três horas e 50 minutos. O lançamento estava previsto para a quinta-feira, mas foi adiado por "uma anomalia observada na terceira planta" da plataforma de lançamento.
O lançamento representa uma nova parceria entre Ocidente e Oriente para redefinir a concorrência comercial no espaço. As naves Soyuz voam desde 1966, e são mais antigas até mesmo que os primeiros mísseis balísticos intercontinentais da Guerra Fria. Mas esta é a primeira vez que ela foi lançada de fora do território da ex-União Soviética.
No final da década, quando o Galileu estiver plenamente operacional, o sistema dará autonomia aos europeus em relação ao sistema GPS, que é norte-americano. A Rússia diz que concluiu no começo deste mês um sistema semelhante.

Quase um mês depois, outro satélite cairá na Terra

Satélite alemão que cairá está inativo há 13 anos. Foto: AP


Depois da queda do satélite americano UARS, no último dia 24, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) confirma que outro satélite - do tamanho de um automóvel e com o peso de 2,4 t - está prestes a sair de sua órbita e cair na Terra.
O satélite alemão Rosat, criado para a observação de raios-x, deve entrar na atmosfera entre os dias 22 e 23 de outubro a uma velocidade de 28 mil km/h, segundo o Centro Alemão Aeroespacial (DLR, na sigla alemã). Astrônomos afirmam que grande parte do telescópio será queimada durante sua entrada na atmosfera, mas calculam que cerca de 30 pedaços do objeto, com um peso total de 1,7 t, podem cair na Terra.
O momento e o local da entrada na atmosfera não podem ser calculados com precisão em função das variações da atividade solar - com a atmosfera aquecida, aumenta o atrito do satélite com as moléculas de ar, processo que interfere na entrada do satélite. A ESA e outras organizações espaciais estão monitorando a trajetória do objeto e os pontos ainda suspeitos de receberem os destroços.
A estimativa inicial dos funcionários do DLR é que objeto caia na Terra entre 53 graus de latitude norte e 53 graus de latitude sul. A probabilidade de alguma peça atingir uma pessoa na Terra é baixa - uma em 2 mil (chance maior que a do satélite que caiu em setembro, de uma em 3,2 mil).De acordo com astrônomos da Nasa, desde o início da era espacial não se confirmou nenhum caso de pessoa ferida por um objeto espacial em seu retorno ao planeta.
O satélite que retorna
A missão Rosat, liderada pelo Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, em cooperação com a Nasa e o DLR, permitiu que ocorresse um avanço no mapeamento extensivo do universo e do estudo de fontes de raios-X no espaço. O satélite alemão, que completa uma volta no planeta a cada 90 minutos, foi lançado em 1990, no Cabo Canaveral, na Flórida, para procurar buracos negros e estrelas de nêutrons.
Depois de oito anos, o equipamento ficou inutilizado. Cientistas não têm certeza do motivo, contudo, acreditam que o objeto pode ter sido infectado com um vírus de informática ou teria tido queimaduras provocadas pela exposição direta ao Sol. Assim, a estrutura encontra-se em órbita, sem utilidade, há 13 anos.
Os técnicos informam que o Rosat foi concebido para se desintegrar em 30 grandes peças e sublinham que uma delas, de cerca de 1,6 t, poderá resistir à entrada na atmosfera, o que deixa em alerta as autoridades de países onde ele possa vir a cair.
Mais preocupação com lixo
A queda alerta, de novo, para a necessidade de se realizar uma limpeza no espaço. Após a vida útil dos equipamentos espaciais, eles são desativados e ficam vagando pelo espaço até que a velocidade baixe muito e a força gravitacional os atraia para o planeta.
Para solucionar o problema do lixo espacial, que além das quedas pode provocar choques com aparelhos operantes, é preciso que as agências se responsabilizem pelos artefatos sem uso. A pesquisadora Thais Russomano, coordenadora do Centro de Microgravidade da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), diz que já existem planos para que os responsáveis por terem colocado os satélites (ou outros objetos) em órbita - ou tenham produzido lixo cósmico de outras formas - realizem o processo de limpeza. Mas não há prazos nem lei para isso ainda, afinal o custo desta "faxina" ainda é muito alto.
Pesquisadores já alertaram que chegamos a um ponto crítico de lixo. Porém, as soluções exigem decisões políticas que envolvem altos valores financeiros. Explodir tudo lá em cima pode agravar ainda mais o problema, pois vários componentes - grandes e pequenos -, bem como a poeira originada na explosão, também ficariam orbitando o planeta.

Chuva de meteoros será vista do Brasil na madrugada de sábado


Na madrugada deste sábado, a chuva de meteoros Oriônidas poderá ser vista no Brasil e o espetáculo terá a participação da Lua e de Marte, algo que não ocorre todos os anos. O satélite natural da Terra e o planeta vermelho formarão os dois vértices de um triângulo celeste que fechará Regulus, a estrela mais brilhante da constelação Leão, no momento mais ativo da chuva, horas antes do amanhecer.
O astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro, Alexandre Cherman, diz que o melhor momento para observar a chuva é em torno das 3h da manhã. A frequência prevista é de 15 meteoros por hora, ou seja, um a cada 4 minutos.
Cherman explica que a chuva de Oriônidas ocorre uma vez por ano. "Essa chuva de meteoros tem esse nome porque, visualmente, os meteoros parecem vir da constelação do Órion (onde ficam as Três Marias)". A chuva serádecorrente da passagem da Terra pela poeira liberada pelo cometa Halley .
Neste ano, em particular, as Oriônidas serão emolduradas por algumas das constelações mais brilhantes procedentes de Órion e passarão por Touro, Gêmeos, Leão e Ursa Maior, anunciou esta semana um a Nasa, agência espacial americana.
Em relação à presença de Lua e Marte, o astrônomo afirma que "é apenas uma feliz coincidência". "Órion (o radiante) estará alto no céu, enquanto a Lua e Marte estarão próximos ao horizonte leste (nascente). Como a Lua e Marte têm ciclos próprios diferentes do ciclo da Terra ao redor do Sol, é fácil entender que esse encontro (Oriônidas com Lua e Marte no céu) não acontece todos os anos", esclarece.
Como visualizar?
A chuva será visível no Brasil, porém é importante escolher um bom local de observação. O ideal é procurar um horizonte sem montanhas ou prédios e se distanciar das luzes dos grandes centros urbanos, já que o escuro aumenta o contraste com a luminosidade dos meteoros, facilitando a observação.
Sobre chuvas de meteoros
Os cometas são grandes blocos de gelo sujo que giram ao redor do Sol. Volta e meia estes objetos chegam perto do Sol e começam a derreter, formando uma bela cauda. Alexandre Cherman lembra que cometas, quando estão longe do Sol, não têm cauda.
Esta cauda fica para trás, deixando um rastro de pedregulhos no espaço (os meteoroides). Quando a Terra passa por uma região dessas, muitos meteoroides entram na atmosfera ao mesmo tempo e temos uma chuva de meteoros.
Estas chuvas ocorrem periodicamente, sempre que o planeta Terra atravessa a órbita de algum cometa. No entanto, a intensidade das chuvas é sempre diferente - podendo ser mais forte ou mais fraca.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Astrônomo do Havaí registra 1ª imagem de planeta em formação

A ilustração mostra como se dá a formação de um novo planeta, no espaço entre a estrela e um disco de gases. Foto: Karen L. Teramura/UH IfA/Divulgação


Um astrônomo da Universidade do Havaí (EUA) registrou a primeira imagem de um planeta em processo de formação em torno de uma estrela. Trata-se do planeta mais jovem já encontrado, com aproximadamente o mesmo tamanho de Júpiter. O corpo celeste recém descoberto ganhou o nome de LkCa 15 b e está cercado de poeira cósmica e gases.
Adam Kraus e seus colegas utilizaram os telescópios Keck para registrar as imagens. É a primeira vez que cientistas conseguem medir um planeta tão no início de sua formação. Kraus apresentou a descoberta em um encontro da Nasa na quarta-feira.
A pesquisa do grupo começou com o estudo de 150 jovens estrelas. Após primeiras análises, eles reduziram o campo de estudo a 12 estrelas. O LkCa 15 b era o segundo da lista e os cientistas imediatamente souberam que estavam diante de algo novo. A coleta de dados começou há um ano.

Telescópio do ESO descobre dois novos aglomerados de estrelas

Grande campo de visão do recém-descoberto aglomerado globular VVV CL001. Foto: ESO/Divulgação


Dois novos aglomerados globulares (conjunto com formato esférico de cerca de 100 mil estrelas) juntaram-se ao total dos 158 já conhecidos na Via Láctea. Estas descobertas são consideradas raras, sendo que o último aglomerado foi descoberto em 2010.
Estes objetos foram encontrados nas novas imagens do telescópio Vista, do Observatório Europeu do Sul (ESO), no âmbito do rastreio que está sendo executado na Via Láctea. Este rastreio descobriu o primeiro aglomerado estelar que se encontra muito além do centro da Via Láctea e cuja luz, para chegar até nós, teve que viajar através do gás e poeira.
Ao lado do aglomerado globular brilhante chamado UKS 1 (já conhecido), encontra-se um aglomerado globular mais tênue descoberto nos dados de um dos rastreios do Vista. Para distinguir este aglomerado estelar é necessária uma observação atenta. O objeto, chamado VVV CL001, consiste numa pequena coleção de estrelas.
O VVV CL001 é apenas o primeiro das descobertas globulares do VISTA. A mesma equipe descobriu um segundo objeto, VVV CL002, que pode ser também um aglomerado globular, o mais próximo do centro da Via Láctea conhecido até agora.
Estes novos aglomerados são as primeiras descobertas do rastreio do VISTA intitulado Variáveis na Via Láctea (VVV), que estuda do modo sistemático as regiões centrais da Via Láctea no infravermelho. A equipe VVV é liderada por Dante Minniti (Pontificia Universidad Católica de Chile) e por Philip Lucas ((Centre for Astrophysics Research, University of Hertfordshire, RU).
Além de aglomerados globulares, o Vista também está encontrando muitos aglomerados abertos ou galácticos, os quais contêm geralmente estrelas mais jovens e em menos quantidade do que os aglomerados globulares e são muito mais comuns. Outro aglomerado recentemente anunciado, VVV CL003, parece ser um aglomerado aberto que se encontra na direção do centro da Via Láctea, mas muito mais longe, ou seja cerca de 15 mil anos-luz além do centro. Este é o primeiro aglomerado deste tipo a ser descoberto do lado de lá da Via Láctea.
Devido ao brilho fraco dos novos aglomerados encontrados, não é de admirar que estes tenham permanecido escondidos durante tanto tempo. Até há cerca de alguns anos atrás o UKS 1, que eclipsa totalmente em brilho estes objetos, era o aglomerado globular mais tênue conhecido na Via Láctea. Devido à absorção e avermelhamento da radiação estelar por efeito da poeira interstelar, estes objetos apenas podem ser observados no infravermelho.
O Vista, maior telescópio de rastreio do mundo inteiro, foi preparado para procurar novos aglomerados que se encontrem justamente escondidos por trás de poeira nas regiões centrais da Via Láctea.
Uma possibilidade interessante é que o VVV CL001 esteja gravitacionalmente ligado ao UKS 1 - tornando estes dois grupos estelares o primeiro par binário de aglomerados globulares na Via Láctea.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Twitter é avaliado em R$ 14 bilhões, diz presidente executivo




O Twitter está avaliado atualmente em US$ 8 bilhões (R$ 14 bilhões pelo câmbio atual), afirmou o presidente executivo da empresa de internet, Dick Costolo, segundo o site Business Insider. O executivo participou so seminário Web 2.0 Summit, em São Francisco, na Califórnia (EUA).
“Vamos dizer na faixa de US$ 8 bilhões”, disse Costolo, ao ser perguntado sobre o valor de mercado da companhia.
O Twitter lavantou recentemente um financiamento de US$ 800 milhões. A companhia fechou a rodada de empréstimo, que foi liderada pelo DST Global, investidor do Zynga, em agosto.
O Twiiter possui mais de 100 milhões de usuários no mundo, e cerca da metade deles se conecta todos os dias no site. Os seguidores enviam cerca de 250 milhões de Tweets (mensagem em 140 caracteres) por dia.