terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Podemos ficar sem energia no futuro, dizem cientistas

Um apagão eterno. Esqueça o micro-ondas, a televisão e o computador. Nada também de banho quente debaixo do chuveiro elétrico ou de ida de carro até o supermercado. Esse é o futuro se o mundo não começar a investir pesado em fontes alternativas de energia. Claro, isso tudo é um exagero, e a situação do Brasil é bem menos desesperadora. No entanto, o alarme para o fim da disponibilidade de combustíveis fósseis já soou e nos coloca frente a uma importante questão: o que é preciso fazer para não ficarmos sem energia no futuro?
Agora, indicam os especialistas, é hora de pensar nas fontes sustentáveis de energia. "Não tem outro caminho senão investir nas fontes renováveis e na maior racionalidade no consumo de energia", diz Luiz Augusto Horta Nogueira, professor titular do Instituto de Recursos Naturais da Universidade Federal de Itajubá e consultor das Nações Unidas em temas energéticos. Atualmente, a matriz energética do Brasil é singular se comparada ao panorama mundial. Ao redor do planeta, cerca de 80% da energia é oriunda de combustíveis fósseis. Aqui, esse percentual é de 54%, enquanto o restante é obtido por meios renováveis. O quase equilíbrio atingido pelo Brasil nos coloca em uma situação mais confortável, mas ainda não suficientemente independente. "Se continuarmos assim, até 2050 as reservas de pré-sal descobertas nos últimos anos terão acabado", destaca Horta.
Investir em apenas uma fonte alternativa, entretanto, não é a saída, aponta Júlio César Passos, professor do departamento de engenharia mecânica e coordenador do programa de pós-graduação em engenharia mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina. Para o também pesquisador dos Laboratórios de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia da universidade (LEPTEN), o país deve investir em uma matriz energética diversificada. "O Brasil ainda depende demais de fontes hídricas. Mais de 80% da energia elétrica do país é gerada por esse tipo de fonte", alerta o professor. A dependência de apenas uma fonte é prejudicial ao País, mesmo que essa fonte seja abundante, como no caso da água. Apesar de não explorarmos todo o potencial hídrico do território brasileiro, não podemos ficar dependentes dos reservatórios. Se ficarmos, o risco de blecaute total é bem presente. "Não existe meios de armazenarmos energia elétrica em grande quantidade para épocas de redução dos reservatórios, como é o caso do verão. Por isso é necessário o racionamento de energia nos períodos mais secos", explica.
Para os próximos anos, Passos aponta para o crescimento da utilização da biomassa, por meio do biocombustível. "É a menina dos olhos do governo", declara. Segundo o professor, o País tem o conhecimento necessário, a tecnologia já está disponível e a logística - basicamente, a rede de postos de abastecimento e distribuição - já está instalada no País. Mas Horta diz que espera o crescimento da energia eólica, que deve ter sua capacidade instalada no Brasil multiplicada por seis. De mil megawatts produzidos hoje a partir da energia eólica, a expectativa é que chegue a 6 mil até 2015.
A energia solar também irá ganhar mais destaque no cenário energético nacional, afirmam os pesquisadores. "Até o empresário Eike Batista investiu nisso", comenta Passos. A usina MPX Tauá, inaugurada pelo empresário, fica a 337 km de Fortaleza e tem capacidade para gerar um megawatt de energia, o suficiente para atender 1,5 mil famílias. O empresário promete que esse potencial energético irá dobrar em 2012. Para a inauguração da primeira usina de energia solar em escala da América Latina, Eike investiu R$ 10 milhões e utilizou mais R$ 1,2 milhão concedidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Sim, é bem caro. O custo inicial, aliás, é o que impede, por enquanto, a popularização desse tipo de energia. Para Passos, o ideal seria seguirmos o exemplo da China, que reduziu os impostos e incentivou a produção por meio de subsídios às fábricas.
Saiba mais sobre as quatro fontes de energia apontadas pelos especialistas como as apostas para o futuro:
Energia hidráulica
É a mais presente no Brasil. É obtida por meio de turbinas hidráulicas acionadas pela força de uma queda d¿água. São classificadas em dois grupos: usinas hidrelétricas (UHE) e pequenas centrais hidrelétricas (PCH), com maior e menor capacidade de produção e reserva de água, respectivamente.

- Vantagens: fonte de energia renovável e confiável; pode contribuir positivamente para os chamados usos múltiplos - abastecimento de água, navegabilidade, irrigação, turismo, lazer, pesca e outros projetos regionais de desenvolvimento; o custo final da energia, com operação e manutenção, é atrativo, mesmo com os custos ambientais e sociais internalizados.
- Desvantagens: dependendo do projeto, pode ocorrer perda de área de terra e de biodiversidade; alteração do microclima; alteração da fauna e da flora; alterações no regime e na qualidade da água; risco de rompimento de barragens; expulsão de populações e perda do equilíbrio socioeconômico local; necessidade de grandes volumes de capital.
Energia eólica
É conseguida com a energia do vento, que movimenta um rotor de hélice ou multipás, que, por meio de um sistema mecânico de transmissão, aciona um conversor (gerador elétrico). O conjunto todo é o que conhecemos como aerogerador. Atualmente, os parques eólicos são responsáveis pela produção de mil megawatts de energia.

- Vantagens: fonte de energia renovável; não emite poluentes; o custo final vem caindo.
- Desvantagens: depende do regime de vento e, por isso, deve ser usada em combinação com fontes mais constantes; quando de pequeno porte, necessita de um conjunto de baterias para armazenamento da energia; pode causar interferências eletromagnéticas nos sistemas de comunicação; eventualmente poluição sonora; morte de aves e interferência em suas rotas migratórias.
Biomassa
É conseguida por meio da queima de derivados recentes do processo da fotossíntese, como a lenha e os produtos da cana-de-açúcar, responsáveis por quase 30% da produção total de energia no Brasil.

- Vantagens: fonte de energia renovável; baixo custo da energia gerada; representa disposição, tratamento, destinação e reciclagem dos resíduos de natureza biológica.
- Desvantagens: para viabilizar o projeto é necessário garantir um volume mínimo e a proximidade da fonte de biomassa; há o risco de competição pelo uso da terra: emissão de CO2 e NOX e partículas; disputa da área plantada, que poderia ser reservada para o cultivo de alimentos.
Energia solar
É dividida em dois tipos: térmica e fotovoltaica.

Energia solar térmica (heliotérmicas): O gerador elétrico é acionado por turbina a vapor, que é acionada indiretamente pelo calor liberado pelos raios solares. - Vantagens: baixo impacto ambiental; fonte de energia renovável; não emite poluentes; adequada para suprir eletricidade para pequenas cargas, onde não há viabilidade econômica para a extensão da rede elétrica
- Desvantagens: grande volume de investimento para implantação de plantas com porte comercial; poucas linhas de crédito privadas disponíveis.
Geração fotovoltaica: Conversão da energia existente nos fótons da luz solar em energia elétrica.
- Vantagens: os painéis fotovoltaicos de silício já são uma tecnologia dominada. - Desvantagens: custo elevado, desenvolvimento comercial ainda depende de vantagens tarifárias por meio de políticas públicas.

Israel acha selo de 1,5 mil anos usado para marcar pão

Selo marcava o pão distribuído na comunidade judaica da época bizantina. Foto: EFE


Um grupo de arqueólogos israelenses encontrou em Acre, no norte do país, um selo com forma de candelabro utilizado para marcar o pão há mais de 1,5 mil anos, informou nesta terça-feira a Direção de Antiguidades de Israel em comunicado.
O selo, de pequeno tamanho e feito de cerâmica, deixava sobre a superfície do pão a figura de um candelabro de sete braços como o utilizado no segundo Templo de Jerusalém. Esta era uma forma de marcar o pão destinado às comunidades judaicas da época que viviam sob o Império Bizantino.
"Esta é a primeira vez que um selo deste tipo é achado em uma escavação científica controlada, o que torna possível determinar sua origem e sua data", afirmou Danny Syon, um dos diretores da escavação em um povoado rural aos arredores de Acre, cidade notoriamente cristã naquela época.
Segundo os arqueólogos, o achado demonstra que os judeus viviam na região e que o pão era marcado para enviá-lo aos que residiam dentro da cidade, uma espécie do atualmente empregado selo "kosher" para produtos que respondem às estritas normas da cozinha judaica.
O costume também se assemelha ao dos cristãos da época, que marcavam seus pães com uma cruz. Em letras gregas, ao redor do selo judeu, está o que parece ser o nome do padeiro, "Launtius", comum entre a comunidade judaica da época.
David Amit, outro arqueólogo a cargo da escavação e especialista em selos de pão, explicou no comunicado que "o candelabro foi gravado no selo antes de colocá-lo no forno, e o nome do padeiro depois". "Disso deduzimos que os selos com a figura eram fabricados em série para os padeiros, e que cada um deles colocava depois seu nome", explicou.
Na jazida arqueológica de Hurbat Uza foram encontrados até agora vários objetos que corroboram a existência de uma pequena comunidade judaica em torno de Akko, cidade milenar que, por sua estratégica situação geográfica, foi sempre ambicionada pelos diferentes conquistadores da Terra Santa.

Nasa e astronautas das Apollo discutem propriedade de objetos

Comandante James Lovell guarda o objeto desde 1970. Foto: Heritage Auctions/AP


Depois de impedir o leilão da caderneta usada pelo comandante James Lovell para refazer os cálculos e possibilitar o retorno da Apollo 13 à Terra em 1970, após a nave ter sofrido sérios danos no espaço, a Nasa deu mais um passo para que artefatos utilizados em viagens espaciais não sejam comercializados. Nesta segunda, Charles Bolden, chefe da agência, reuniu-se com Lovell e outros veteranos de missões como Gene Cernan, Charlie Duke e Rusty Schweickart para acertar o que chamou de "mal-entendidos".
"São heróis americanos, astronautas e amigos pessoais que agiram de boa fé, e nos comprometemos a trabalhar juntos para encontrar os caminhos legais para abordar as questões de propriedade", diz. "Apreciamos a paciência deles e vamos explorar os meios legais para resolver estas questões de forma a esclarecer a posse dessas lembranças e garantir que os artefatos apropriados sejam preservados e estejam disponíveis para exibição ao povo americano", completa Bolden.
Segundo a Heritage Auctions, empresa que leiloaria a caderneta de Lovell, as anotações no objeto foram feitas logo após o contato dos astronautas com a base, momento em que foi dita a célebre frase "Houston, we have a problem!" (Houston, temos um problema!). A expectativa era de que a peça, um manual de ativação do módulo lunar, atingisse um valor em torno de US$ 25 mil.

Fotógrafo revela beleza em cavernas de maior geleira da Europa

Skarpi Thrainsson registrou  imagens que revelam a beleza das cavernas debaixo da maior geleira da Europa. Foto: Skarpi Thrainsson / Caters News//BBC Brasil


O fotógrafo islandês Skarpi Thrainsson registrou diversas imagens que revelam a beleza das cavernas debaixo da maior geleira da Europa, a Vatnajökull. As formações inusitadas surgem quando a água reage com o enorme fluxo de gelo.
"A Vatnajökull tem um volume de 3,100 quilômetros cúbicos e está constantemente mudando sua formação por causa do derretimento do gelo", explica Thrainsson. Para tirar as fotos, no mês passado, no sul da Islândia, ele teve de enfrentar temperaturas de -12ºC, além dos perigos de estar debaixo de uma estrutura instável e frágil.
"Por questões de segurança, não recomendo que ninguém visite as geleiras sem um guia local. Tivemos um trágico acidente recentemente no qual um fotógrafo morreu enquanto explorava as geleiras na Islândia", diz.
Thrainsson diz que a melhor época para visitar as cavernas é no auge do inverno, quando é menos provável que elas desabem ou que pedaços de gelo se desprendam. Segundo ele, nas cavernas que ele visitou o "chão" é uma mistura de neve e de cinzas vulcânicas do Grímsvötn, que entrou em erupção em maio de 2011.
"O tamanho e a formação (das cavernas) muda todo verão, quando a maior parte do derretimento ocorre. As duas cavernas que visitei têm cerca de quatro metros de altura e dez de comprimento", diz Thrainsson.

Tartarugas dos tempos de Darwin são redescobertas em Galápagos

Dezenas de tartarugas gigantes de uma espécie que se achava estar extinta há 150 anos foram encontradas em uma ilha remota do Arquipélago de Galápagos. Análise genética feita por pesquisadores da Universidade de Yale, nos EUA, revela que pelo menos 38 exemplares de Chelonoidis elephantopus vivem nas encostas vulcânicas da Ilha de Isabela, mais de 320 quilômetros ao Norte de seu antigo lar na Ilha Floreana, de onde desapareceram caçadas por baleeiros.
"Isto não é apenas um exercício acadêmico", diz Gisella Caccone, pesquisadora do Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da universidade e principal autora de artigo sobre a descoberta, publicado na edição desta semana no periódico científico “Current Biology”. "Se pudermos encontrar estes indivíduos, podemos repovoar a ilha de origem. Isso é importante porque estes animais são uma espécie chave na manutenção da integridade ecológica das comunidades nas ilhas".
Em sua viagem histórica a Galápagos em 1835, Charles Darwin observou que os cascos das tartarugas que viviam em ilhas diferentes do arquipélago tinham formatos diferentes – uma das observações que o inspiraram na sia teoria da seleção natural. Os cascos das tartarugas de Floreana, por exemplo, tinham forma de selas, enquanto os de tartarugas de outras ilhas tinham forma de domos. Em Floreana, no entanto, as tartarugas desapareceram após serem caçadas por baleeiros e trabalhadores de uma fábrica de óleo que se estabeleceu na ilha.


Tartaruga "extinta" há 150 anos pode estar viva   




Rússia: fracassos espaciais podem ter "causas externas"

O chefe da agência espacial russa Roscosmos, Vladimir Popovkin, não descarta que os últimos fracassos da Rússia no setor aeroespacial tenham "causas externas", detalha nesta terça-feira o jornal russo Izvestia. "Não gostaríamos de culpar ninguém, mas hoje em dia existem meios muito eficazes para atingir alvos espaciais, e não se descarta que estes meios estejam sendo utilizados", declarou Popovkin.
O diretor da Roscosmos lembrou que ainda não estão esclarecidas as causas da avaria da estação interplanetária russa Fobos-Grunt que ficou orbitando ao redor da Terra ao invés de seguir para Marte após o lançamento em novembro. "Também não temos claro as causas dos frequentes fracassos de nossos equipamentos que ocorreram quando sobrevoam parte da Terra que está à sombra para Rússia, onde não vemos o aparelho e não podemos receber dados do mesmo", acrescentou.
Popovkin assinalou que para melhorar sua situação a Rússia concluirá em 2013 a formação do sistema de vigilância e acompanhamento espacial "Luch-5", que será composto por três satélites. "Os satélites nos garantirão a visão ao vivo. Saberemos com certeza o que ocorre em que momento", detalhou.
O Ministério da Defesa russo anunciou na semana passada que os fragmentos da Fobos-Grunt poderiam cair na Terra em 15 de janeiro. A estação interplanetária devia completar uma missão de 34 meses que incluía o voo a Fobos, uma das duas luas de Marte, a descida a superfície e, finalmente, o retorno à Terra de uma cápsula com mostras do solo do satélite marciano.O projeto, com custo de US$ 170 milhões, tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Fobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais no sistema solar.
O jornal Izvestia informou em dezembro que a Roscosmos restringirá a partir de 2012 as viagens ao exterior a todos os seus empregados que conheçam, direta ou indiretamente, informações classificadas como segredo de Estado. Anteriormente, Nikolai Rodionov, ex-comandante-em-chefe do Sistema de Prevenção de Ataques com Mísseis da Rússia, declarou que radares americanos teriam condições de provocar a falha da Fobos-Grunt.
Ele pediu ainda a utilização de menos componentes eletrônicos estrangeiros na fabricação de mísseis e equipamentos espaciais russos. "Em qualquer momento (os fabricantes estrangeiros) poderiam emitir sinais, ativar chips capazes de deixar fora de serviço um míssil ou uma nave espacial", explicou Rodionov.

Empresa dos EUA anuncia mapeamento do DNA por US$ 1 mil

O aparelho ocupa espaço similar ao de uma impressora comum e o mapeamento do genoma pode ser feito em apenas um dia. Foto: Divulgação//BBC Brasil


Uma empresa americana anunciou que pode fazer o sequenciamento completo do DNA, ou genoma, por apenas US$ 1 mil (pouco mais de R$ 1,8 mil), uma redução considerável no preço. Atualmente, o custo do mapeamento dos genes varia entre US$ 5 mil e US$ 10 mil. Mas a americana Ion Torrent, parte da Life Technologies Corp, com sede em Connecticut, anunciou nesta terça-feira que começou a aceitar encomendas para seu sequenciador Ion Proton.
Além do tamanho reduzido, o aparelho ocupa espaço similar ao de uma impressora comum e o mapeamento do genoma pode ser feito em apenas um dia. Hoje, o processo costuma levar semanas ou meses para ser concluído.
Apesar do avanço com o novo sequenciador, muitos críticos já levantam questões éticas relacionadas ao sequenciamento do DNA em larga escala, como a possibilidade de as informações serem obtidas com facilidade por seguradoras ou por empregadores.
Clientes
A máquina da Ion Torrent deve ser comercializada por cerca de US$ 150 mil. O Ion Proton é o sucessor do Ion Personal Genome Machine, um dos sequenciadores mais vendidos no mundo.
A geração anterior de sequenciadores custava entre US$ 500 mil e US$ 750 mil. Acredita-se que os laboratórios devem ser os principais clientes da empresa em um futuro próximo.

Exposição em Paris mostra a beleza oculta das aranhas

Uma exposição dedicada exclusivamente às aranhas está em cartaz no Museu Nacional de História Natural de Paris. Foto: Sébastien Damoiseau/BBC Brasil


Uma exposição dedicada exclusivamente às aranhas está em cartaz no Museu Nacional de História Natural de Paris. Os organizadores querem que os visitantes conheçam melhor o fascinante universo das aranhas e derrubem preconceitos sobre esses animais que apareceram na Terra há mais de 500 milhões de anos.
"As pessoas conhecem muito pouco, mas se sentem atraídas por tudo o que é relacionado às aranhas", diz o especialista Frédérik Canard, curador da mostra.
A exibição revela dados e características deste predador eficaz e fala de seu importante papel na cadeia alimentar, mas também aborda crenças e mitos envolvendo as aranhas em diversas partes do mundo.
Em partes da África, por exemplo, elas representam sabedoria e inteligência, enquanto mulheres na Sibéria as comem para "aumentar sua fertilidade". A exibição vai até o dia 2 de julho de 2012.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Biólogos descobrem nova espécie de cobra na Tanzânia

Nova espécie se destaca pelos chifres. Foto: Wildlife Conservation Society/AFP


A Sociedade para Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira a descoberta de uma nova espécie de cobra. Chama a atenção no animal "chifres" acima de cada olho. As informações são da agência AFP.
Segundo a WCS, a nova espécie foi encontrada em uma floresta da Tanzânia. O animal tem cerca de 60 cm e apresenta escamas amarelas e negras.

Zimbábue: 88 hipopótamos morrem por surto da bactéria antraz

Ao menos 88 hipopótamos morreram no Parque Nacional de Mana Pools (norte do Zimbábue) em consequência de um surto da bactéria antraz, e agora teme-se a morte de elefantes, búfalos e antílopes, informaram nesta segunda-feira as autoridades zimbabuanas. Os exames de laboratório confirmaram que todos os hipopótamos morreram por antraz, declarou a porta-voz da Autoridade de Parques Nacionais, Flora e Fauna, Caroline Washaya-Moyo.
As mortes aconteceram depois de um surto de antraz nos distritos nortistas de Mbire e Mount Darwin em dezembro, onde 40 moradores receberam atendimento médico contra doença causada pela bactéria. De acordo com a porta-voz, é provável que ainda morram outros 45 búfalos, 30 elefantes e dois antílopes, mesmo sem terem sido concluídos os exames que comprovam o fato.
Para impedir a propagação da bactéria, os veterinários restringiram o movimento dos animais de Mana Pools, um parque popular entre os turistas sul-africanos. "Vários animais morreram, mas isolamos a área e queimamos os corpos para evitar a disseminação (da doença)", contou o veterinário Chris Foggin. No fim de 2008, o antraz, que causa uma infecção cutânea que costuma acarretar febre e mal-estar, matou três zimbabuanos, durante um surto que coincidiu com uma epidemia de cólera.

Tartaruga dada como extinta havia 150 anos é 'redescoberta'

Muitos animais vivem mais de 100 anos, o que dá esperança de que muitos ainda estejam por ser descobertos. Foto: Universidade de Yale/Divulgação


Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, descobriram no arquipélago de Galápagos (Equador) dezenas de tartarugas gigantes de uma espécie que se acreditava extinta há 150 anos. Os animais foram encontrados na ilha Isabela, mais de 300 km distante da ilha Floreana, onde a espécie vivia até desaparecer devido à caça.
O artigo que descreve a pesquisa foi publicado na edição desta segunda-feira do jornal especializado Current Biology. A partir de testes genéticos, os pesquisadores encontraram 38 indivíduos "puro sangue" da espécie Chelonoidis elephantopus na ilha com condição.
"Isso não é simplesmente um exercício acadêmico", diz Gisella Caccone, que participou da pesquisa. "Se nós conseguimos encontrar estes indivíduos, nós podemos restaura-los à ilha de origem. Isso é importante já que esses animais são de uma espécie peça-chave, que tem um papel crucial na manutenção da integridade ecológica das comunidades da ilha."

Astrônomos fazem o maior mapa de matéria escura do universo

Astrônomos internacionais anunciaram, nesta segunda-feira, a criação do maior mapa da matéria escura feito até o momento no universo, usando dados de telescópios potentes que escanearam 10 milhões de galáxias.Acredita-se que a misteriosa substância represente aproximadamente um quarto do universo, mas sua natureza é um enigma, pois só pode ser detectada de forma indireta através da atração gravitacional que exerce sobre a matéria visível.
Para fazer o novo mapa, os astrônomos estudaram como a luz emitida pelas galáxias se distorce ao passar por grandes grupos de matéria escura em seu trajeto para a Terra. O resultado é uma "intrincada rede cósmica de matéria escura e galáxias que se estende por mais de um bilhão de anos-luz", informaram os astrônomos da Universidade da Columbia Britânica (UBC), no Canadá, e da Universidade de Edimburgo, na Escócia.
"É fascinante poder 'ver' a matéria escura usando a distorção espaço-tempo", disse Ludovic Van Waerbeke, da UBC, que trabalhou no projeto, conhecido como o Estudo da Lente Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHTLenS, na sigla em inglês). "Isto nos dá um acesso privilegiado a esta misteriosa massa no universo que não pode ser observada de outra forma", acrescentou.
Sua aparência é a de "uma rede de gigantesca densidade (branca) e regiões vazias (escuras), onde as áreas brancas maiores são do tamanho de várias luas terrestres no céu", destacou o estudo, apresentado na reunião anual da American Astronomical Society em Austin, Texas, sul dos Estados Unidos.
Os dados são resultantes de cinco anos de imagens captadas pela câmera instalada em um poderoso telescópio no Havaí. O mapa inclui galáxias que, no geral, estavam a 6 bilhões de anos-luz de distância, e capta luz emitida quando o universo tinha 6 bilhões de anos (aproximadamente a metade de sua idade atual).
As tentativas anteriores de fazer um mapa da matéria escura dependeram, em grande medida, das simulações por computador. Os astrônomos envolvidos no projeto disseram que nos próximos três anos esperam elaborar um mapa com área 10 vezes maior à realizada atualmente.

Emissões de CO2 atrasarão nova Era Glacial, diz estudo

As emissões de dióxido de carbono (CO2) causadas pela ação do homem terão o efeito de retardar o início da próxima Era Glacial, segundo afirma um novo estudo. A última Era Glacial terminou há 11,5 mil anos, e os cientistas vêm há tempos discutindo quando a próxima começaria.
Os pesquisadores usaram dados da órbita da Terra e outros itens para encontrar o período interglacial mais parecido com o atual. Em um artigo publicado na revista Nature Geoscience, eles afirmam que a próxima Era Glacial poderia começar em 1,5 mil anos, mas que isso não acontecerá por causa do alto nível de emissões.
"Nos atuais níveis de CO2, mesmo se as emissões parassem agora teríamos provavelmente uma longa duração interglacial determinada por quaisquer processos de longo prazo que poderiam começar para reduzir o CO2 atmosférico", afirma o coordenador da pesquisa, Luke Skinner, da Universidade de Cambridge.
O grupo de Skinner, que também inclui cientistas da University College London, da Universidade da Flórida e da Universidade de Bergen, na Noruega, calcula que a concentração atmosférica de CO2 deveria cair para menos de 240 partes por milhão (ppm) para que a glaciação pudesse começar. O atual nível de CO2 é de cerca de 390 ppm, e outros grupos de pesquisadores já mostraram que mesmo se as emissões parassem instantaneamente, as concentrações se manteriam elevadas por pelo menos mil anos, o suficiente para que o calor armazenado nos oceanos provocasse potencialmente um significativo derretimento do gelo polar e o aumento do nível do mar.
Ciclos de Milankovitch
A causa básica das transições entre as Eras Glaciais e os períodos interglaciais são as variações sutis na órbita terrestre conhecidas como ciclos de Milankovitch, descritas pelo cientista sérvio Milutin Milankovitch há quase um século. Essas variações ocorrem em períodos de dezenas de milhares de anos.
A maneira precisa como elas mudam o clima da Terra entre os períodos interglaciais, mais quentes, e as Eras Glaciais a cada 100 mil anos mais ou menos não é conhecida. Por si só, as variações não são capazes de levar a uma diferença de temperaturas de cerca de 10ºC entre a Era Glacial e o período interglacial.
As pequenas variações iniciais são amplificadas por vários fatores incluindo o lançamento de dióxido de carbono na atmosfera quando o aquecimento começa e a absorção do gás pelos oceanos quando o gelo se forma novamente. Também está claro que cada transição é diferente das anteriores, porque a combinação que precisa de fatores orbitais não se repete exatamente - apesar de condições muito semelhantes acontecerem a cada 400 mil anos.
As diferenças de um ciclo para o seguinte seriam a razão de os períodos interglaciais não terem sempre a mesma duração. Usando análises de dados da órbita terrestre, além de amostras de rochas retiradas do fundo do oceano, a equipe de Skinner identificou um episódio chamado Estágio Marinho Isótopo 19c (ou MIS19c), há 780 mil anos, que mais se parece com o presente.
Segundo eles, a transição para a Era Glacial foi sinalizada por um período quando o esfriamento e o aquecimento se revezaram entre os hemisférios norte e sul, provocados por interrupções na circulação global de correntes oceânicas. Se a analogia ao MIS19c for correta, essa transição deveria começar em 1,5 mil anos, segundo os pesquisadores, se as concentrações de CO2 estivessem em níveis "naturais".
Endosso
As conclusões mais amplas dos pesquisadores foram endossadas por Lawrence Mysak, professor-emérito de ciências atmosféricas e oceânicas na Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, que também investigou as transições entre as Eras Glaciais e os períodos interglaciais. "A questão-chave é que eles estão olhando para 800 mil anos atrás, o que é duas vezes o ciclo de 400 mil anos, então eles estão olhando para o período correto em termos do que poderia ocorrer sob a ausência de forças antropogênicas", disse ele à BBC.
Mas ele sugeriu que o nível de 240 ppm de CO2 para provocar a próxima glaciação poderia ser muito baixo. Outros estudos sugeriram que esse nível poderia ser 20 ou até 30 ppm mais alto. "Mas, em todo caso, o problema é como chegamos a 240, 250 ou o que quer que seja? A absorção pelos oceanos leva milhares ou dezenas de milhares de anos, então não acho que seja realista pensar que veremos a próxima glaciação na escala natural", explicou Mysak.
Oposição
Grupos que se opõem à limitação das emissões de gases do efeito estufa já citam o estudo como uma razão para apoiar a manutenção das emissões humanas de CO2. O grupo britânico Global Warming Policy Foundation, por exemplo, cita um ensaio de 1999 dos astrônomos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, que argumentavam: "a volta das condições da Era Glacial deixariam grandes frações das maiores áreas produtoras de alimentos do mundo inoperantes, e levaria inevitavelmente à extinção da maioria da população humana presente".
"Precisamos buscar um efeito estufa sustentado para manter o presente clima mundial vantajoso. Isso implica a habilidade de injetar efetivamente gases do efeito estufa na atmosfera, o oposto do que os ambientalistas estão erroneamente defendendo", dizem.
Luke Skinner e sua equipe já antecipavam esse tipo de reação. "É uma discussão filosófica interessante. Poderíamos estar melhor em um mundo mais quente do que em uma glaciação? Provavelmente sim", observa ele. "Mas estaríamos perdendo o ponto central da discussão, porque a direção em que estamos indo não é manter nosso clima quente atual, mas um aquecimento ainda maior, e adicionar CO2 a um clima quente é muito diferente de adicionar a um clima frio", diz. "O ritmo de mudança com o CO2 é basicamente sem precedentes, e há enormes consequências se não pudemos lidar com isso", afirma.

Estrelas podem ter acabado com a vida na Terra há 440 mi de anos

Um estudo publicado na revista New Scientist por pesquisadores de cientistas da Universidade do Kansas sugeriu em 2003 que um bombardeio de raios gama estelares teria sido o responsável pela extinção de grande parte da vida terrestre há 440 milhões de anos. Contudo, até então, poucas provas existiam sobre este fato.
Mas agora pesquisadores do Instituto Mark Planck de Física Nuclear, da Alemanha, estão confirmando o que foi dito pelos americanos. Segundo eles, o bombardeio realmente ocorreu na época em que os americanos afirmaram em função de uma grande explosão de muitas estrelas em um determinado espaço - talvez pela fusão ou impacto entre várias delas.
O resultado foi a emanação de muitos raios gama em direção à Terra. Esses raios gama estelares teriam causado a morte de muitos seres vivo da época.

Leia a notícia completa no Tecmundo.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Stephen Hawking não comparece a simpósio pelos seus 70 anos

O astrofísico britânico Stephen Hawking não compareceu, por motivos de saúde, ao simpósio organizado neste domingo, em Cambridge, pelos seus 70 anos.
"Stephen não se sentia muito bem. Saiu do hospital na sexta-feira", declarou o professor Leszek Borysiewicz, vice-presidente da universidade inglesa, pouco antes de começar o simpósio, com a participação de numerosos cientistas.
O astrofísico, há quase 50 anos afetado por uma doença neurodegenerativa que o mantém paralisado em uma cadeira de rodas e o obriga a se comunicar por meio de um computador, poderá acompanhar a reunião sobre "O estado do Universo" graças a uma transmissão pela internet.
Em uma mensagem gravada anteriormente, Hawking destacou "a glória de estar vivo e realizando pesquisas", defendeu a "continuação das viagens ao espaço pelo futuro da Humanidade" e disse não acreditar que "sobrevivamos outros mil anos sem poder escapar de nosso frágil planeta".
No dia de seu aniversário de 70 anos, o Centro de Cosmologia Teórica da Universidade de Cambridge, dirigido por Hawking, organizou um ato público para o qual as entradas se esgotaram semanas antes.
Este simpósio sobre "O estado do Universo" foi precedido por uma conferência em que cientistas de prestígio mundial analisaram a situação atual em matéria de buracos negros, cosmologia e física fundamental, temas em que os trabalhos de Hawking se concentram.
Nascido em Oxford, na Inglaterra, dia 8 de janeiro de 1942, no tricentenário da morte de Galileu, Hawking sempre acreditou que a ciência era seu destino e, aconselhado pelos médicos, concentrou todas as suas energias no estudo da cosmologia.
"Quando Stephen já não podia usar suas mãos e manipular equações no papel, compensou isso treinando a manipulação de formas complexas em sua mente a grandes velocidades. Essa capacidade permitiu que ele encontrasse soluções para difíceis problemas da física que ninguém mais poderia resolver e, provavelmente, nem ele mesmo seria capaz sem essa nova habilidade", disse o físico teórico americano Kip Thorne, um de seus colaboradores.
Durante sua carreira, Hawking recebeu inúmeros reconhecimentos e ocupou durante 30 anos a Cátedra Lucasiana de Matemáticas de Cambridge. Em sua vida privada, Hawking casou duas vezes e tem três filhos.